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Ensino em NefrologiaDr. Giuseppe Gatto · ambulatório
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Diabetes tipo 1: insulina basal e bolus

O diabetes melito tipo 1 (DM1) é deficiência de insulina: a insulina é o tratamento e não pode ser interrompida. Esta página resume o capítulo da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) sobre o tratamento do DM1 no Sistema Único de Saúde (SUS), que adapta o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do DM1. As páginas citadas são as do documento da SBD.

Discutir uma conduta
Critérios, exceções e fontes com página. Doses em unidades por extenso, como na prescrição. O resultado entra na discussão com o professor; não é prescrição.

Em resumo

Comece por: fluxograma das insulinas · calculadora do bolus

1. Diagnóstico e LADA

Diagnóstico

Quadro clínico
sintomas inequívocos de insulinopenia (polidipsia, poliúria, polifagia, noctúria, perda de peso) ou cetoacidose prévia
Exame laboratorial
glicemia ao acaso acima de 200 mg/dL, TTGO de 2 horas de 200 ou mais, jejum de 126 ou mais, ou HbA1c de 6,5 % ou mais

Critérios da Figura 154, Figura 1, p. 3. Hiperglicemia em estresse agudo (infecção, trauma, choque) não fecha diagnóstico: reavaliar fora do quadro agudo.

LADA (diabetes autoimune latente do adulto): destruição autoimune das células beta no adulto, de evolução lenta, muitas vezes tratada de início com orais. Para usar análogos de insulina no SUS, pede-se peptídeo C e ao menos um marcador de autoimunidade (anti-ilhota, anti-insulina ou anti-GAD)54, p. 2 e 5.

Rastrear doenças autoimunes associadas, sobretudo hipotireoidismo e doença celíaca54, p. 2.

2. Metas no adulto

< 7,0 %HbA1c (idoso: 7,5 a 8,5)
70 a 130pré-prandial, mg/dL
< 180pós-prandial, mg/dL

Tabela 254, Tabela 2, p. 6; idoso na Tabela 154, Tabela 1, p. 4. Na gestação, HbA1c abaixo de 6,0 % e pré-prandial abaixo de 90.

3. Esquema basal-bolus

Bolus: mais de 50 % da dose total

regular 30 minutos antes das 3 refeições, ou análogo de ação rápida (asparte, lispro, glulisina) imediatamente antes. Prandial (carboidratos) + correção (glicemia)

Basal: menos de 50 % da dose total

NPH 2 a 3 vezes ao dia (última dose ao deitar, perto das 22 horas), ou análogo de ação prolongada: glargina, detemir, degludeca

Dose total diária e dose basal de insulina no DM1
SituaçãoDose total
unidade/kg/dia
Basal
unidade/kg/dia
Diagnóstico recente (lua de mel)menos de 0,5menos de 0,25
Adulto, após a remissão parcial0,7 a 1,00,3 a 0,5

Esquema e doses54, p. 7 e 9; Tabela 3, p. 9. No diagnóstico recente ou após cetoacidose, a dose inicial varia de 0,5 a 1 unidade por quilograma por dia.

Ajustar a insulina basal

4. Fluxograma das insulinas no SUS

Toque nas respostas para seguir o caminho do fluxograma do PCDT54, Figura 2, p. 8.

Critérios de inclusão e de manutenção dos análogos

Para iniciar análogo de ação rápida: uso prévio de NPH e regular por pelo menos 3 meses e, nos últimos 6 meses, ao menos um: hipoglicemia grave; hipoglicemias não graves repetidas (2 ou mais por semana); hipoglicemias noturnas repetidas (1 ou mais por semana); mau controle persistente pela HbA1c dos últimos 12 meses54, Figura 2, p. 8.

Para manter: automonitorização ao menos 3 vezes ao dia, acompanhamento regular e, nos últimos 6 meses, ao menos um: atingir a meta; queda de 0,5 ponto ou mais na HbA1c; menos hipoglicemias; condição clínica transitória que explique a glicemia fora da meta, por até 6 meses54, Figura 2, p. 8. Sem manutenção comprovada, volta-se à NPH e à regular, depois de reforçar e registrar as medidas de adesão54, p. 14 e 15.

5. Calculadora do bolus

Bolus da refeição = prandial (carboidratos ÷ relação carboidrato/insulina) + correção ((glicemia atual − alvo) ÷ fator de correção)54, p. 12 a 14.

mg/dL
g
g por unidade
mg/dL por unidade
mg/dL

Valores iniciais do adulto: relação de 10 a 20 g por unidade (no desjejum costuma ser menor, 5 a 10; ao deitar, 20 a 25), fator de correção de 40 a 60, alvo de 100 mg/dL (150 com hipoglicemia sem sintomas)54, Tabela 5, p. 12; p. 11 e 14.

Ajustar a relação e o fator
  • Pós-prandial sempre acima ou abaixo do alvo (90 a 140 mg/dL no adulto): diminuir ou aumentar a relação carboidrato/insulina em 1 a 2 g por unidade54, p. 14.
  • Glicemia 2 a 3 horas depois do bolus de correção, sem comer, acima ou abaixo do alvo: diminuir ou aumentar o fator de correção em 10 %54, p. 14.
  • Quem não faz contas pode usar a escala fixa de correção (Tabela 4)54, Tabela 4, p. 11 e 12.

6. O que o nefrologista acompanha

Insulina no DM2: fluxograma e assistente

Referências: lista completa da área de ensino, com links